A IDC prevê que os investimentos em cibersegurança em Portugal ultrapassem os 200 milhões de euros em 2022. Essa é uma boa notícia levando-se em conta que o país sofre ataques informáticos recorrentes.

Segundo o Portal da Queixa, só nos primeiros dois meses deste ano, Portugal sofreu dois ataques informáticos em larga escala, que tiveram um impacto considerável no quotidiano dos consumidores.

Um deles foi a Vodafone, considerada uma das “mais evoluídas” empresas em Portugal ao nível da cibersegurança. Sonae, grupo que detém os hipermercados Continente, e o Hospital Garcia de Orta, são outros dois gigantes que sofreram ataques nos últimos meses em Portugal.

Não bastasse a pandemia, o conflito político entre a Rússia e a Ucrânia, são fatores que intensificam o cibercrime.

Dados do relatório semestral de “Threat Intelligence“, da S21sec, empresa de cibersegurança, revela que entre 101 países analisados, Portugal ocupa o 31º lugar dos países mais afetados por ransomware, um tipo de ataque informático cujo o objetivo é conseguir um resgate económico das vítimas.

Ransomware, phishing, cavalo de tróia são alguns dos principais tipos de ataques informáticos enfrentados em Portugal.

Para o CEO da bycoders_, empresa associada da Câmara de Comércio e Indústria Luso-brasileira, Vanildo Prates, muitas empresas ainda consideram que não são potenciais alvos de um eventual ataque.

“O problema está nos gestores, que acreditam que esse tipo de coisa não lhes acontecerá e quando ocorre algum ataque mais grave, essas empresas não tem um plano de recuperação e acabam cedendo a extorsões”, afirma.

A bycoders_  é uma software house brasileira em expansão na Europa, que desenvolve soluções tecnológicas sob medida para projetos de transformação digital de forma personalizada e segura. Em Portugal desde 2021, a empresa tem foco em segurança estratégica. “Buscamos evitar que os nossos softwares tenham brechas, para que criminosos tenham acesso aos servidores dos nossos clientes. Isso é assunto muito sério para nós, e além disso, recomendamos sempre que possível, que se faça testes de penetração em nossos softwares para evitar problemas futuros. Nossos servidores estão todos em nuvens, com as melhores práticas de segurança, que oferecem todo um plano de contingenciamento em caso de invasão ou roubo de dados”, conclui Prates.

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