Portugal se destaca cada vez mais quando o assunto é empreendedorismo. E pudemos ver isto na última semana durante o Web Summit, a maior conferência de tecnologia e inovação da Europa, que trouxe a Lisboa 71 mil participantes vindos de todos os cantos para fazer contactos e negócios.

O ecossistema português de startups cresce em ritmo acelerado e hoje representa 1,1% do PIB do país. Portugal conta com 2.274 startups, sendo 7 unicórnios portugueses que valem mais de 34 mil milhões de dólares – Farfetch, Outsystems, Talkdesk, Feedzai, Remote, Anchorage Digital e Sword Health -, segundo os dados a aicep Portugal Global.

As startups em Portugal empregam mais de 27 mil pessoas, 13% acima da média per capita na Europa, releva o Portugal Startup Ecosystem Report de fevereiro deste ano. Segundo o relatório, o ecossistema de startups portuguesas é essencialmente composto por empresas de tecnologia, B2B, fintechs e da área da saúde.

Leis, incentivos fiscais, apoios e o desejo dos governantes em transformar o país num grande polo tecnológico, sem dúvida contribuem para que o empreendedorismo efervesça em Portugal. As iniciativas do governo, que se destinam tanto a empreendedores locais como internacionais, incluem financiamento, suporte e oportunidade de visto de residência para fundadores de startups de fora da UE-Schengen.

Além disso, o país possui uma rede com mais de 150 incubadoras e aceleradores. Para Maurizio Calcopietro, Diretor do Comité de Inovação e Tecnologia da CCILB e Managing Partner da COREangels Atlantic, este é um impulso para startups em fase early stage (fase inicial). Portugal é favorecido pelos baixos custos comparativamente com outros países da Europa Ocidental.

“A quantidade de pessoas da área de tecnologia e de áreas digitais no país ajuda o ecossistema de startups português a crescer, ainda mais aliado aos incentivos que estimulam a entrada de investidores e founders estrangeiros. Em determinado momento, muitas startups poderão buscar investimento também fora de Portugal e posteriormente expandir para o restante da Europa. As startups que nascem em Portugal têm tendência a tornarem-se globais”, complementa. 

Maurizio Calcopietro, a representar a CCILB na 7ª edição do Web Summit em Lisboa. Para ele, o ecossistema de startups em Portugal ganhou holofotes nos últimos anos, sobretudo depois do Web Summit.

No mês de outubro foi inaugurado em Lisboa a Fábrica de Unicórnios, um projeto da Câmara Municipal para fomentar a tecnologia, a ciência e a inovação. No lançamento do projeto, instalado no Hub Criativo do Beato, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, assumiu a ambição de tornar Lisboa “a capital da inovação na Europa”.

Durante a abertura desta edição do Web Summit, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, anunciou uma nova Lei das Startups que está a ser preparada para reforçar o ecossistema do empreendedorismo, tanto do lado do financiamento das startups como do ponto de vista fiscal, com o objetivo de atrair ainda mais empresas para o país.

Há muito o que ser feito para que esse movimento impulsione ainda mais a economia portuguesa. Os esforços estratégicos dão força à atração e apoio ao empreendedorismo, mas agora há também que criar condições para promover o crescimento destas empresas em Portugal e assim tornar esse ecossistema de startups uma alavanca segura para o crescimento da economia nacional. 

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