Conheça o novo associado da CCILB: Partners Digital.

Nesta altura de pandemia, em que o comércio online assume o principal canal de vendas entre B2C (Business to Consumer), C2C (Customer to customer). Os marketplaces são, sem dúvida, uma importante ferramenta para pequenas e médias empresas que ainda não tenham o seu processo de vendas online próprio estruturado. Segundo, Paulo Félix, sócio fundador da Partners Digital, “as empresas portuguesas tem imensas oportunidades em utilizar marketplaces como uma dos seus canais de vendas digitais. Como os investimentos em infraestrutura e aquisição de tráfego são feitos pelo próprio marketplace, este é um excelente caminho para começar rápido no e-commerce”.

CCILB: Na sua perspetiva, qual é o panorama geral dos marketplaces em Portugal em comparação com o resto do mundo?

Paulo Félix: Penso que as empresas portuguesas tem imensas oportunidades em utilizar marketplaces como uma dos seus canais de vendas digitais. Como os investimentos em infraestrutura e aquisição de tráfego são feitos pelo próprio marketplace, este é um excelente caminho para começar rápido no e-commerce, porque ter um site próprio demanda algum esforço e bastante investimento para gerar tráfego, visitas. Um site sem visitas não vende, simples assim. Veja: 50% das vendas via e-commerce no mundo são fechadas por meio de marketplaces. Na última pesquisa do CTT sobre e-commerce, constatou-se que 87% dos portugueses compraram cross-border, ou seja, de sites externos a Portugal. Na União Europeia, é um dos maiores índices de compra cross-border. De outro lado, Portugal começa a ter bons marketplaces como o Dott e KuantoKusta, além de FNAC e Worten que já atuam neste modelo há muito tempo. Vender via marketplace tem que ser parte do arsenal do seller – seja uma indústria ou um retalho. Não o único, mas uma parte importante. Neste sentido eu diria que há duas grandes oportunidades para empresas portuguesas: a primeira é tirar partido do mercado interno e a segunda é usar os marketplaces não apenas da Europa mas também das Américas como canais de exportação e abertura de novos mercados. É isso que a China faz todo santo dia.

CCILB: Diante deste cenário da pandemia, qual será a aposta da Partners Digital para Portugal?

Paulo Félix: Nós falamos muito sobre Marketplace mas na realidade nós somos especialistas em Customer Experience. O Customer Experience é um conjunto de práticas e tecnologias relacionadas à experiência do cliente com uma marca, seja B2B ou B2C. Isso por passa por e-commerce e marketplace, CRM e contact center, marketing e analytics e também APIs e integrações. Acreditamos que em Portugal há uma demanda das empresas de médio porte portuguesas por modernização. E muito do que se demanda cá nós já fizemos várias vezes no Brasil e em outros países da América Latina. Neste sentido nós aportamos know-how ao poder ajudar estas empresas a implementar seu próprio e-commerce ou então conectar-se a marketplaces. Também podemos ajudar a integrar e dar mais produtividade no atendimento ao cliente, seja em call center ou para equipas no terreno, e também mais eficácia às equipas de vendas. Fazemos isto implementando tecnologias como da SAP, da Anymarket ou LinkApi. E os segmentos que mais apostamos são aqueles onde Portugal tem mais competência e produtos para vencer no mercado interno e no exterior: na indústria de alimentos e produtos de consumo, no retalho, na distribuição e grossistas e no segmento fashion.

CCILB: Você pode partilhar connosco a história de algum cliente que a Partners Digital assessorou? Quail foi o impacto para o negócio do cliente?

Paulo Félix: Felizmente temos uma cesta bastante feliz de casos de sucesso. O que gostaria de referir é de uma indústria brasileira, que atua em um mercado super tradicional, de commodities, com presença global. Nós os assessoramos desde 2013 e há cerca de 2 anos nos provocaram a ajudá-los a modernizar a experiência dos clientes. Criamos uma jornada que começou pelo marketing, com o entendimento do perfil dos clientes e a automação de campanhas, depois com a automação da força de vendas e, finalmente, com o e-commerce B2B e B2C. Nesta jornada o cliente reconfigurou sua força de vendas. Os pedidos de reposição hoje são feitos em sua maioria por e-commerce ou por televendas, o que reduziu o custo de vendas e aumentou o volume de vendas. Com o uso da automação de marketing, eles puderam reativar uma parte importante dos clientes inativos  e com o CRM na força de vendas hoje os vendedores dedicam-se muito mais ao relacionamento e abertura de novos clientes do que com tirar pedidos.

Agora estamos exatamente na fase de construir com eles a próxima fase, que envolve tanto venderem produtos deles em marketplaces e, a seguir, transformar o e-commerce deles em um marketplace de nicho.

Quais são as recomendações que a Partners Digital faz às empresas que estão interessadas em distribuir produtos via marketplace?

Paulo Félix: Selecionar bem onde operar. Se não tiver experiência com venda online, selecione um marketplace para começar e coloque um portefólio reduzido para aprender a operar;

Depois que o back-office esteja “acostumado” com este canal, comece a ampliar o sortimento disponível. Importante saber que no marketplace você pode mudar preços e colocar promoções às vezes 2, 3 ou mais vezes em um único dia;

Uma vez que tenha passado por esta fase de aprendizagem, comece a pesquisar quais marketplaces podem fazer sentido para seus produtos e defina um plano de expansão;

Não vá para o segundo marketplace sem ter pensado e implementado uma plataforma de integração como o Anymarket ou o LinkApi, que nós distribuímos. Não são as únicas, há outras. O importante é saber que  se prescindir disto, vai ter que contratar gente para fazer um trabalho que uma solução de integração poderia fazer automaticamente;

Tenha em perspetiva que cumprir os prazos e atender os clientes do marketplace interferem na sua performance;

Os dados são reis. A beleza do digital é justamente ter dados à disposição para tomar decisão. A ideia da plataforma de integração também tem a ver com criar uma visão integrada do negócio, para não ter que perder tempo exportando arquivos e reunindo tudo no Excel;

Por fim, use o Marketplace também como uma estratégia de geração de leads. Convide o cliente para visitar os seus canais digitais, ofereça vantagens. A melhor forma de rentabilizar um cliente é vender mais de uma vez para ele.

Para saber mais: www.partnersdigital.pt .

Fonte: Redação