Melom a nova empresa associada da CCILB

O franchising de remodelações, uma excelente oportunidade de investimento em Portugal. Agora tambem com operaçãoem Madrid e já conta com 25 empresas. Meta é chegar às 40 este ano e às 80 no final de 2019

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Em 2010, quando João Carvalho e o presidente da Remax em Portugal, Manuel Alvarez, tiveram a ideia de criar a Melom, um franchising de empresas de obras em casa, não determinaram desde logo que, um dia, iam expandir a empresa para fora de Portugal. Mas sete anos depois, mais precisamente em março deste ano, foi isso mesmo que fizeram, chegando a Madrid. E apenas seis meses após essa aposta, até já se permitem sonhar mais alto. “Neste momento, com os resultados que estamos a ter em Espanha, acreditamos mesmo que um conceito criado em Sintra, nos escritórios da Remax, possa ser exportado para a Europa. Já conseguimos imaginar isto em Paris ou em Londres. E é isto que nos move. Seria espetacular”, confessa ao Expresso o diretor-geral da Melom, João Carvalho.

De facto, de março até agora, a Melom já angariou 25 franchisados em Madrid, entre empresas já existentes e outras que foram criadas de raiz, e tem a certeza que chegará à meta dos 40 até ao final do ano. “Não conseguimos fazer isso em Portugal quando começamos em 2011”, conta.

Aliás, o conceito integrou-se tão bem no sector que a Melon já teve pedidos para se expandir para fora de Madrid, mas para João Carvalho ainda é muito cedo para isso. “Madrid é uma comunidade de seis milhões de pessoas com 2,5 milhões de alojamentos e, por isso, é que definimos que faríamos dois anos piloto e só depois começamos a pensar noutra localizações, como a Catalunha ou as Baleares”, repara. E se depois correr bem em Espanha, e atingirem as metas a que se propuseram a cinco anos — 200 franchisados em Espanha em 2022 e €50 milhões de faturação só em Madrid no mesmo ano — então avançam para outras geografias, esclarece. “Mas sempre na Europa Espanha pouco profissional Para o responsável da Melom, o facto de o negócio em Madrid estar a correr tão bem justifica- -se com o conceito e os métodos de trabalho da empresa. “Portugal está muito à frente de Espanha em vários aspetos neste sector. Por exemplo, lá as empresas não têm de mostrar qual é o alvará e não se fazem orçamentos detalhados para obras de reabilitação. Ainda são feitos à mão, numa espécie de folha de merceeiro, e com um valor estimado. E não existe qualquer seguro, ou seja, se o orçamento for ultrapassado não há forma de reclamar.

O nosso orçamento é igual para todas as empresas e tem garantia de que será cumprido”, conta. Outra justificação para o sucesso que a Melom está a ter na capital espanhola explica- -se com o contexto económico que se vive naquele sector. “Em 2011, estávamos em crise em Portugal e como não havia trabalho as empresas viram na Melom uma forma de conseguirem mais obras, e isso permitiu- -nos crescer. Em Espanha não está tão mau como estava cá em 2011, mas não está ao rubro e há muitas empresas sem trabalho”, conta. De facto, explica João Carvalho, o modelo de negócio da Melom — uma espécie de associação de pequenas e médias em presas de obras e remodelação que pagam uma taxa para ter acesso a uma rede de clientes e serviços de marketing que de outra forma não teriam — funciona melhor quando os mercados estão arrefecidos e não há tantas obras. “Quando o mercado está mais arrefecido, as empresas veem nesta opção uma boa forma de angariar mais clientes e minimizar custos, por exemplo, com marketing. Nos tempos de abundância os construtores pensam: porquê juntar-me a uma marca se já tenho tanto trabalho”, repara. 

Portugal ao rubro

É precisamente este cenário de abundância que se vive agora em Portugal. “Estamos com dificuldades em angariar mais empresas, mas não é um problema nosso, é um problema do mercado. A crise levou muitas empresas a falir ou a despedir muita gente e agora não há empresas que cheguem”, adianta. Não é, por isso, de admirar, que até agora, a Melom ainda só tenha conseguido angariar 34 novas empresas. No ano todo de 2017 conseguiram 51.

Aliás, este cenário de abundância está também a gerar dificuldades na atividade diária das empresas que já são franchisadas da Melom. “Não tem sido fácil dar resposta à procura e até temos pessoas que esperam por nós para fazer as obras. Mas as empresas não têm mão de obra que chegue para tantos clientes. Umas porque, mesmo com o mercado em alta, estão com receio de contratar porque estão traumatizadas com a crise. E outras porque não encontram mão de obra. Não há jovens a querer trabalhar na construção, a ser pintor ou canalizador”, adianta.

Ainda assim, João Carvalho estima que a faturação da Melom — que equivale à faturação de todas as empresas franchisadas — aumente 40% em 2018 e atinja os €50 milhões. “Vamos crescer porque os preços de construção estão mais altos, precisamente porque não há mão de obra que chegue, e também por via do aumento do número de projetos contratados. O mercado está explosivo. Temos muitas solicitações de todo o tipo, desde o canalizador ou pintor a reabilitações de €100 mil ou mesmo construções de raiz, o que é curioso numa empresa que nasce com a reabilitação como principal negócio”, adianta João Carvalho. Aliás, a construção de obras novas está a ganhar cada vez mais peso na Melom e, este ano, dos €50 milhões de faturação estimados, €12 milhões serão referentes a este tipo de obras. 

Fonte: Expresso

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