Mota-Engil tem ano recorde em 2019

A Mota-Engil fechou 2019 com um volume de negócios recorde de 2,48 mil milhões de euros, 2% acima do ano anterior, puxado o pelo crescimento de 12% da atividade em África e pela melhoria das margens operacionais na Europa, anunciou hoje a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins no comunicado que enviou à CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários com as suas contas anuais.

Os resultados líquidos deram um salto de 13%, para os 27 milhões de euros e o EBITDA cresceu 3% para 420 milhões de euros (margem de 15%) com subidas de 23% em África e 13% na Europa. O nível de investimento (CAPEX) do exercício somou 262 milhões de euros, sendo a sua maior parte relativa a África e América Latina, a contratos de médio e longo prazo no segmento de Ambiente, Mineração e Energia, O valor da dívida líquida aumentou em 230 milhões de euros, para 1.185 milhões de euros. E isso, explica é empresa, “é justificado pelo volume de investimento realizado ao longo do ano que pretende concretizar um aumento nos próximos anos do cash-flow operacional a gerar com os novos contratos em áreas fora do negócio da construção”.

Relativamente à carteira de encomendas, considerada um barómetro da tendência futura de atividade, a MotaEngil atingiu um registo de 5,4 mil milhões de euros, com África a representar 51%, e os segmentos de atividade como o Mining, Oil&Gas (iniciado no final de 2018) e Energia a representarem 35% do total da Carteira em dezembro, percentagem que contrasta com os 21% apresentados um ano antes.

Sobre o futuro no mercado doméstico, a empresa considera estar bem posicionada para ganhar adjudicações de grandes projectos em Portugal nos sectores de transportes e saúde (hospitais), com fundos da União Europeia garantidos. Mais: os concursos públicos em Portugal subiram 50% para quatro mil milhões em 2019, “abrindo oportunidades para adjudicações de grandes projectos em 2020”.

E em África, a Moçambique começa a ganhar peso e pode ultrapassar Angola. “Estima -se que Moçambique seja o principal contribuidor para o crescimento durante os próximos anos devido aos contratos em execução (Vale) e potenciais novos contratos que possam vir a ser adjudicados”, diz a empresa.

Fonte: Expresso