Portuguesas em maioria nas obras do metro do Porto

Cinco construtoras nacionais lideram os consórcios que foram pré-qualificados pelo júri.

Mota-Engil, Teixeira Duarte, Lena, Zagope, ABB, Sacyr e Acciona lideram os consórcios que serão convidados a apresentar propostas nos concursos para a expansão da rede. Ferrovial entre as excluídas.


São cinco as construtoras portuguesas e duas as espanholas que lideram os consórcios pré-qualificados pelo júri para os concursos das empreitadas de expansão da rede do metro do Porto.


A empresa informou esta terça-feira que no concurso para a extensão da linha amarela desde Santo Ovídio a Vila d’Este foram considerados aptos sete agrupamentos, enquanto no concurso para a construção da linha circular (Linha Rosa), entre Aliados/Praça da Liberdade e a Casa da Música foram seis. Em ambos os concursos, sabe o Negócios, foram pré-qualificados os consórcios liderados pela Mota-Engil, Teixeira Duarte, Zagope, Lena Engenharia, Alexandre Barbosa Borges (ABB) e a Sacyr Somague. Já no primeiro também a espanhola Acciona foi considerada apta, mas foi excluída no segundo.
A Metro do Porto tinha recebido em julho um total de 10 candidaturas para a construção da Linha Rosa e 11 para o prolongamento da Linha Amarela De acordo com os relatórios preliminares de qualificação de candidaturas do júri, que foram já notificados aos concorrentes, entre os excluídos está o agrupamento da espanhola Ferrovial Agroman e o da portuguesa Ramalho Rosa Cobetar. A Conduril, que estava apenas interessada na Linha

Amarela, também foi afastada
Numa nota divulgada no seu site, a Metro do Porto salienta que no âmbito desta fase de pré-qualificação segue-se agora o período de audiência prévia no qual os candidatos podem apresentar reclamações. Só depois desta fase “a Metro do Porto convidará as empresas pré-qualificadas a apresentarem a respetiva proposta de preço para a execução das duas empreitadas de expansão da rede”.

Vencedores dos concursos decididos este ano
Na fase que decorreu até agora a função do júri era avaliar se os candidatos apresentavam condições técnicas, jurídicas e financeiras para poderem vir a apresentar propostas nestes dois concursos. Quando forem convidados afazê- -lo terão de avançar o preço.
O objetivo da Metro do Porto é que até ao fim de setembro consiga endereçar os convites às empresas admitidas na pré-qualificação para apresentarem as respetivas propostas de preço para a execução das empreitadas. A empresa aponta para que ainda este ano os vencedores sejam escolhidos. Segundo o previsto nos concursos, a fase de pré-qualificação dos concorrentes tinha a duração de 60 dias e, concluída esta fase, os candidatos aprovados serão convidados a apresentar as suas propostas nos 90 dias seguintes.
Em abril, quando os concursos foram lançados, a empresa salientava a intenção de que obras de ambas as extensões da rede se iniciassem no início de 2020, para ficarem concluídas até 2023.

Novas linhas vão atrair 10 milhões de clientes por ano
O investimento estimado para o conjunto dos projetos é de 307 milhões de euros, os quais permitirão acrescentar seis quilómetros e sete novas estações à rede do metro. A empresa prevê com isso atrair mais de 10 milhões de clientes por ano e retirar 7 mil automóveis de circulação.
Os concursos contam com o financiamento de 100 milhões de euros de fundos da União Europeia e com mais de 200 milhões do Fundo Ambiental.
A Linha Rosa terá uma extensão superior a 2,5 quilómetros e quatro estações subterrâneas, assegurando a ligação entre S. Bento, Cordoaria/Hospital de S. António, Galiza/Centro Materno- -Infantil e Casa da Música/Rotunda da Boavista.
No caso da Linha Amarela, o projeto compreende a ligação de Santo Ovídio a Vila d’Este, servindo a zona do Monte da Virgem/RTP e o Hospital de Gaia, numa extensão de 3,2 quilómetros e incluindo três novas estações. 

OS CONSÓRCIOS
Grupo chinês na corrida às obras do metro
Além de empresas portuguesas e espanholas, há nos consórcios qualificados pelo júri uma empresa francesa, que se aliou à Mota-Engil, e um grupo chinês, que concorre com a Lena.

MOTA-ENGIL COM FRANCESES
A Mota-Engil Engenharia e Construção formou consórcio com a francesa Spie Batignolles e com a sua participada Mota-Engil Railway Engineering.

SACYR JUNTA-SE A PORTUGUESES
A Sacyr Somague aliou-se à DST – Domingos da Silva Teixeira, à sua participada Sacyr Neopul e à Lúcios.

ZAGOPE, TD E ABB NA CORRIDA
A Zagope concorre com o grupo espanhol Comsa. Já a Teixeira Duarte concorre com as suas participadas EPOS e Somafel. A ABB surge aliada às espanholas Construcciones y Promociones Balzola, Geotunel e Azvi.

LENA ALIA-SE AGRUPO CHINÊS
A Lena Engenharia e Construção formou agrupamento com a China Railway Tunnel Group.

ACCIONA E CASAIS SÓ NUM CONCURSO
A Acciona Construcción formou consórcio com a portuguesa Cascais. O júri qualificou o agrupamento no concurso para a Linha Amarela, mas excluiu-o no da Linha Rosa.

OS EXCLUÍDOS
O consórcio da Ferrovial Agroman com a Alberto Couto Alves ficou fora dos dois concursos. O mesmo aconteceu com o agrupamento da BG – Build Grow, que se apresentou com a Power Construction Corporation of China e a Sociedade Portuguesa de Fundações Especiais. De fora ficam ainda a llhaugusto, a Ramalho Rosa Cobetar e a Conduril.

Fonte: Portugal Global