Turistas dos Estados Unidos e do Brasil são os que mais ajudam ao crescimento da hotelaria de Lisboa

Os turistas residentes nos Estados Unidos e no Brasil realizaram os maiores aumentos de dormidas do primeiro quadrimestre na hotelaria de Lisboa e, assim, o mercado brasileiro subiu a nº 1 na capital portuguesa, destronando o francês, e o norte-americano subiu a 5º.

Dados do INE divulgados pelo Turismo de Portugal indicam que a hotelaria da Área Metropolitana de Lisboa contabilizou nos primeiros quatro meses deste ano mais 125,6 mil dormidas (+3,4%) que no período homólogo de 2018, atingindo um total de 3,85 milhões.

Os mercados que mais contribuíram para esse aumento foram os Estados Unidos, cujos residentes fizeram mais 53,6 mil dormidas que no período homólogo de 2018 (+20,7%), seguidos pelos residentes no Brasil, que fizeram mais 28,1 mil (+20,7%), pelos residentes no Reino Unido, com mais 23,4 mil (+23,4%), e pelos residentes na Irlanda, com mais 12,3 mil (+26,6%).

Com esse aumento, o Brasil subiu a primeiro emissor em dormidas na hotelaria de Lisboa, com 444,4 mil, ultrapassando França, cujos residentes até fizeram menos 23,6 mil dormidas (-5,5%) que há um ano, baixando o total do período para 405,6 mil.

Assim, o ranking dos emissores para a hotelaria de Lisboa no primeiro quadrimestre foi liderado pelo Brasil, seguido por França e depois Espanha, com 371,7 mil pernoitas, também em queda, de 7,1 mil (-1,9%), Alemanha, com 351,5 mil, igualmente em queda, com menos 1,8 mil (-0,5%), e Estados Unidos, com 312,5 mil.

O maior peso no aumento de dormidas em Lisboa no quadrimestre, porém, veio do conjunto de “outros” emissores não especificados, que gerou 31% das pernoitas no período, com um total de 1,196 milhões, +3,9% ou mais 44,8 mil que no período homólogo de 2018.

O Top10, além de Brasil, França, Espanha, Alemanha e Estados Unidos inclui Reino Unido, com 273,7 mil pernoitas, Itália, com 244,6 mil, Holanda, com 115 mil, Bélgica, com 83 mil, e Irlanda, com 58,4 mil.

A subir estiveram as dormidas de residentes no Reino Unido (+9,3% ou mais 23,4 mil), na Irlanda (+26,6% ou mais 12,3 mil), e em Itália (+1,4% ou mais 3,3 mil).

Em queda estiveram as pernoitas de residentes na Holanda (-3,2% ou menos 3,8 mil) e na Bélgica (-4,1% ou menos 3,6 mil).

Embora o Brasil tenha sido o maior emissor para a hotelaria da Área Metropolitana de Lisboa no quadrimestre em número em dormidas, em número de clientes o mercado líder foi Espanha, com 168,7 mil, e o Brasil foi nº 2, com 162,1 mil, seguido por França, com 159,5 mil, Estados Unidos, com 133,1 mil, Alemanha, com 124,5 mil, e Reino Unido, com 106,4 mil.

Os Estados Unidos foram também em hóspedes o mercado com o maior aumento na hotelaria de Lisboa, com mais 22,6 mil (+20,5%), seguidos pelo Reino Unido, com mais 10,8 mil (+11,2%), e pelo Brasil, com mais 9,1 mil (+5,9%).

A maior quebra foi de residentes em França, que foram menos 9,4 mil (-5,6%) e depois dos residentes na Alemanha, que foram menos 3,1 mil (-2,4%), e dos residentes na Holanda, com menos 1,8 mil (-3,8%).

Os dados do INE publicados pelo Turismo de Portugal indicam que no quadrimestre a hotelaria de Lisboa teve 1,55 milhões de hóspedes, +4,3% ou mais 63,4 mil que no período homólogo de 2018, e que o conjunto “outros”, de mercados não especificados, foi a origem de 32,6%, com um total de 506,3 mil, +5,9% ou mais 28,2 mil que nos primeiros quatro meses do ano passado.

Fonte: Portugal Global