João Santos Pinto destaca oportunidades de internacionalização para a indústria da panificação no Congresso Nacional de Panificação

10 março, 2026

No passado dia 7 de março, João Santos Pinto, Diretor da CCILB, participou como orador no Congresso Nacional de Panificação 2026, realizado na Exponor – Feira Internacional do Porto, no âmbito da Tecnipão.

A intervenção integrou uma sessão dedicada à internacionalização das empresas portuguesas, com especial enfoque nas oportunidades e desafios enfrentados pelas empresas da indústria da panificação e pastelaria.

João Santos Pinto participou no congresso na qualidade de Diretor da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, entidade presente no evento como patrocinador institucional.

João Santos Pinto, Diretor da CCILB, como orador no Congresso Nacional de Panificação 2026

Durante a intervenção foram destacadas algumas tendências relevantes para o sector.

O mercado português, pela sua dimensão, apresenta limites naturais de crescimento. Em paralelo, observa-se uma procura internacional crescente por produtos alimentares europeus, artesanais e de elevada qualidade, segmento onde muitas empresas portuguesas possuem claras vantagens competitivas.

Neste contexto, a internacionalização surge como um caminho natural para:

  • aceder a novos consumidores
  • diversificar mercados
  • aumentar escala e competitividade

Brasil como mercado de oportunidade

O Brasil foi identificado como um dos mercados com maior potencial para empresas portuguesas do sector alimentar.

Entre os fatores que tornam este mercado particularmente relevante destacam-se:

  • um mercado com mais de 200 milhões de consumidores
  • proximidade cultural e linguística com Portugal
  • crescimento do segmento premium e gourmet
  • valorização crescente de produtos europeus e artesanais

Ainda assim, a entrada no mercado brasileiro exige planeamento estratégico e preparação prévia.

Um dos pontos centrais da apresentação foi a complexidade do sistema fiscal brasileiro.

Esta realidade significa que o modelo de entrada no mercado deve ser cuidadosamente estruturado, uma vez que a carga fiscal acumulada pode influenciar significativamente a competitividade do produto.

Foram igualmente analisadas diferentes estratégias de internacionalização, nomeadamente:

  • exportação direta
  • parceria com operadores locais
  • constituição de sociedade no país de destino

Cada modelo apresenta vantagens e riscos distintos, sendo essencial avaliar previamente os impactos comerciais, fiscais e regulatórios associados.

A indústria portuguesa da panificação e pastelaria tem vindo a afirmar-se internacionalmente, beneficiando da reputação da gastronomia portuguesa e da crescente procura global por produtos autênticos e diferenciados.

Eventos como o Congresso Nacional de Panificação contribuem para reforçar o debate estratégico em torno da inovação, competitividade e expansão internacional do sector.

A participação da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira neste contexto reforça o seu papel como plataforma de ligação entre empresas portuguesas e o mercado brasileiro, promovendo oportunidades de investimento, comércio e cooperação empresarial entre os dois países.

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