Portugal reforça liderança em energias renováveis
Portugal iniciou 2026 reforçando o seu posicionamento estratégico no setor das energias renováveis. Os dados mais recentes divulgados pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, no Boletim de janeiro de 2026, evidenciam um desempenho consistente do país na incorporação de fontes renováveis na produção de eletricidade.
Segundo a associação, a geração renovável manteve um contributo expressivo no sistema elétrico nacional, com destaque para a produção hídrica e eólica. Os dados apontam ainda para uma redução progressiva da dependência de fontes fósseis na geração elétrica, reforçando o compromisso nacional com a descarbonização e com as metas climáticas europeias.
Principais destaques do mês:
• Portugal sobe ao 2.º lugar na Europa em incorporação renovável (80,7%), ficando apenas atrás da Noruega (96,3%) e ultrapassando a Dinamarca (78,8%)
• Hídrica (36,8%) e eólica (35,2%) lideraram a produção elétrica
• Produção solar representou 4,4%
• Consumo elétrico cresceu 8,3% face a janeiro de 2025
• Importações limitaram-se a 5,6% do consumo
• Preço médio no MIBEL fixou-se em 71,0 €/MWh, uma redução de 26,6% face ao período homólogo
• A incorporação renovável permitiu uma poupança estimada de 703 milhões de euros face à produção a gás natural
Além disso, foram registadas 210 horas em que a geração renovável foi suficiente para suprir integralmente o consumo de eletricidade em Portugal Continental .
Para especialistas do setor, o desempenho observado no início de 2026 não representa apenas um avanço ambiental, mas também um movimento estratégico de fortalecimento da segurança energética do país. A consolidação das energias renováveis contribui para maior estabilidade no fornecimento, redução da exposição a volatilidades externas e aumento da competitividade da economia portuguesa.
O cenário também amplia oportunidades para investimento em infraestrutura energética, tecnologias limpas, soluções de armazenamento e hidrogénio verde, áreas que vêm ganhando relevância no contexto da transição energética europeia.
A evolução do mercado energético português confirma uma tendência estrutural: a transição energética deixou de ser uma agenda futura e passou a ocupar um papel central na estratégia de desenvolvimento económico do país.
Acesse: Boletim Janeiro 2026 — APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis



