Vila Galé. Portugal perde tempo, o Brasil ganha hotéis. Por José Manuel Diogo
Durante décadas, Portugal ensinou o Brasil. Exportou modelos, quadros, saber institucional. Hoje, assiste — quase sem o admitir — a uma inversão silenciosa: o Brasil ensina o valor da decisão no tempo certo. Estados e municípios disputam projetos, organizam balcões únicos, estabelecem prazos máximos, criam previsibilidade. Não eliminam o risco; redistribuem-no. O maior risco passa a ser não decidir.
Quando um operador internacional afirma que “na Câmara de Lisboa falamos facilmente de cinco ou seis anos” e, na página seguinte, apresenta um plano acelerado no Brasil, não está a criticar a cidade. Está a ler o tempo. O capital, como a água, procura o declive. Hoje, esse declive chama-se Kairos. E encontra-o mais facilmente no Sul do que no Norte.
O caso do grupo Vila Galé não é exceção; é sintoma. Os números de investimento, as datas anunciadas e a expansão atlântica confirmam uma tendência maior: quem decide no tempo certo ganha projetos; quem adia perde centralidade. O Atlântico deixou de ser fronteira económica. Tornou-se um espelho de eficiência institucional.
Leia o texto completo na secção de negócios de José Manuel Diogo, diretor da CCILB.



