Sessão da CCILB e CGD destacou caminhos práticos para exportar para o Brasil
A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) promoveram, no dia 14 de abril, uma sessão dedicada à internacionalização para o Brasil, onde foram partilhados caminhos práticos, experiências concretas e orientações estratégicas para apoiar empresas portuguesas a exportar com maior segurança e eficácia.
O evento foi realizado na Fundação CGD – Culturgest, sob o tema “Internacionalizar para o Brasil: Lições Práticas”, reunindo empresas, especialistas e representantes institucionais para uma abordagem concreta aos desafios e oportunidades da exportação para o mercado brasileiro.
A sessão teve início com as boas-vindas de Rodolfo Lavrador (CGD), seguindo-se o enquadramento de Otacílio Soares, Presidente da CCILB, que destacou a relevância estratégica da relação económica entre Portugal e o Brasil no atual contexto internacional. Na sua intervenção, sublinhou o potencial do acordo entre a União Europeia e o Mercosul como catalisador de novas oportunidades de negócio, reforçando a importância da preparação e do conhecimento técnico para transformar oportunidades em resultados concretos.

A moderação esteve a cargo de um representante da organização, que conduziu o debate, orientando a discussão para as principais dúvidas das empresas no processo de internacionalização. Ao longo da sessão, foi reforçada a ideia de que exportar para o Brasil exige não apenas ambição, mas também estrutura, parceiros adequados e uma compreensão detalhada dos riscos e especificidades do mercado.
No painel “Exportar Passo a Passo”, Alexandra Morais (CGD) abordou o papel do trade finance na mitigação de riscos, destacando instrumentos como créditos documentários e garantias bancárias como essenciais para assegurar operações internacionais com maior proteção. José Júlio Roma de Andrade, despachante oficial, chamou a atenção para a complexidade dos processos aduaneiros no Brasil, sublinhando a importância de uma preparação rigorosa da documentação e da correta classificação fiscal.
A componente logística foi apresentada por Mário Silva (Rangel Logística), que evidenciou a necessidade de uma estratégia bem definida desde a entrada no território até à distribuição no mercado interno, considerando fatores como custos, prazos e eficiência operacional. Já Joana Gaspar (AICEP) trouxe uma visão estratégica sobre o mercado brasileiro, identificando setores com maior potencial para empresas portuguesas e reforçando o papel do apoio institucional na prospeção e entrada no mercado.

A sessão incluiu ainda um estudo de caso apresentado por Gonçalo Rebelo de Almeida, do Grupo Vila Galé, que partilhou a experiência concreta da empresa no Brasil, destacando desafios como a complexidade regulatória, as diferenças regionais e a necessidade de uma forte estrutura local. Entre as principais recomendações, destacou a importância de um planeamento rigoroso, da adaptação ao mercado e da presença contínua no terreno.
Ao longo do encontro, ficou claro que, apesar da sua complexidade, o Brasil continua a ser um mercado de grande dimensão e potencial, com mais de 200 milhões de consumidores e oportunidades em áreas como energia, tecnologia, turismo, saúde e agroindústria. No entanto, foi igualmente reforçada a ideia de que o sucesso depende de uma abordagem estruturada, conhecimento aprofundado e capacidade de execução.

A sessão terminou com um momento de perguntas e respostas, seguido de um cocktail de networking, que proporcionou aos participantes a oportunidade de aprofundar contactos e trocar experiências.
Com esta iniciativa, a CCILB e a CGD reforçam o seu compromisso em apoiar as empresas no processo de internacionalização, promovendo conhecimento prático, ligação entre atores relevantes e condições para uma expansão mais informada e sustentável no mercado brasileiro.




